A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende imunizar
2,4 milhões de crianças contra a polimielite (paralisia infantil)
no próximo dia 8 de junho. O número corresponde à meta de cobertura
de 95% dos 2,5 milhões de paulistas com mais de seis meses e
menores de cinco anos de idade, público-alvo da campanha de
vacinação.
Das 8 às 17 horas deste sábado haverá 11,2 mil postos de
saúde, fixos e volantes, abertos para aplicar as duas gotas da
vacina Sabin, que protege contra a pólio. Para a campanha deste ano
serão mobilizados, em parceria com as prefeituras, 49,2 mil
profissionais de saúde, além de 3,5 mil veículos, 70 ônibus e
quatro barcos.
Na capital, as salas de vacina das rodoviárias do Tietê e da
Barra Funda estarão abertas entre 8 e 20 horas. Em razão da reforma
em sua sala de vacinação, o Instituto Pasteur, na avenida Paulista,
não participa da campanha deste ano.
A novidade neste ano é a mudança da faixa etária abrangida pela
campanha. Receberão as doses em gotas da vacina Sabin apenas as
crianças maiores de seis meses. Além da vacina contra a
poliomielite, os pais ou responsáveis que levarem a caderneta de
vacinação de seus filhos em algum dos postos fixos poderão
aproveitar para atualizar as doses de outros tipos de vacina que
estejam em atraso.
São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde
1988. No entanto, como o vírus da poliomielite ainda circula em
países da África e da Ásia, é fundamental que todas as crianças
menores de cinco anos sejam imunizadas.
Causada pelo poliovírus selvagem, a poliomielite é caracterizada
por febre, mal-estar, cefaleia e pode causar paralisia. A vacina é
segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.