Estresse e baixa qualidade de vida afetam bem
estar de gestores brasileiros. Levantamento do Núcleo de Prevenção
da Omint ouviu cerca de 22 mil profissionais
Estresse e baixa qualidade de vida estão afetando
a saúde dos executivos brasileiros, conforme revelou um
levantamento da Omint divulgado esta semana, e que avaliou as
condições de saúde de 20 mil executivos durante o primeiro semestre
de 2014. Dos 20 problemas mais comuns apresentados por esta
população (profissionais que vão da média gerência à alta gestão),
11 são consequências de uma vida estressada e hábitos de vida pouco
ou nada saudáveis.
Segundo Caio Soares, diretor médico
da Omint e coordenador da pesquisa, se o estresse das longas
jornadas de trabalho contribui para um número maior de executivos
com sintomas de ansiedade, depressão, insônia, enxaqueca, tensões
musculares e problemas nas costas e pescoço, o pouco cuidado com a
alimentação e o sedentarismo faz com que quatro das principais
doenças causadoras de doenças cardíacas apareçam no ranking das
chamadas “doenças corporativas”. São elas a hipertensão, diabetes,
colesterol e o excesso de peso (4º lugar no ranking).
Soares explica que a resposta para o
atual quadro da saúde nas empresas brasileiras é reflexo dos
hábitos não saudáveis: 94,31% dos executivos afirmaram não manter
uma alimentação equilibrada. O índice de sedentários é de 41,72%,
enquanto 33,04% afirmaram ter um nível de estresse muito alto. O
número de fumantes, que era de 18% desta população em 2004, vem
caindo gradativamente e hoje é de 11,46%.
Diagnóstico
Pouco menos da metade dos executivos
avaliados (40%) apresentam índice de massa corpórea (IMC) acima do
recomendado (maior que 25). Os que registraram pressão superior a
14 por 9 somaram 6%. Para Soares, isso não significa que ainda
estejam obesos, mas é um sinal de alerta. O quadro, diz, pode
melhorar muito com mudanças gradativas na rotina e um equilíbrio
maior do tempo entre trabalho, atividades físicas, lazer e
família.
A pesquisa constatou que 30,13% dos
executivos estão tentando se alimentar melhor, enquanto que 39%
afirma estar pensando muito no assunto recentemente. A motivação
para incluir atividade física na rotina, porém, é ainda maior. 41%%
afirmaram estar tentando incluir o exercício físico em algum
momento do dia, enquanto 42%% está pensando no assunto. Entre os
fumantes, apenas 9 % está tentando parar, embora 47% afirmaram
pensar muito no assunto.
Ranking das doenças mais comuns
apresentadas pelos executivos (com percentual de executivos que
apresentaram o diagnóstico)
Rinite - 30,60%
Alergia de Pele - 20,62%
Ansiedade - 18,66%
Excesso de Peso - 18,07%
Dor de Cabeça Frequente -
17,74%
Dor no pescoço ou ombros -
16,37%
Problemas de visão -
15,19%
Asma/Bronquite - 13,08%
Insônia - 10%
Pressão alta - 8,28%
Dor nos Braços/Mãos -
8,13%
Dor Crônica nas Costas -
7,76%
Depressão - 6,76%
Tireóide - 4%
Gastrite Crônica - 3,51%
Diabetes - 1,92%
Úlcera - 1,5%
Audição - 1,4%
Artrose ou Artrite - 1%
Osteoporose -
0,2%