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Do total da população brasileira, 23,4% têm
plano de saúde privado, de acordo com o Caderno de Informação da
Saúde Suplementar, da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
divulgado na sexta-feira (8).
Os dados mostram que dos planos contratados, 73,5% estão vinculados
a planos de contratação coletiva, sendo 57,9% por intermédio de
empresas e 15,6% por intermédio de entidades jurídicas de caráter
profissional, classista ou setorial.
O estudo ainda mostra que cerca de metade dos beneficiários de
planos de saúde privados está em planos coletivos que não exigem
pagamento adicional no momento da utilização. E a maioria dos
beneficiários está vinculada a planos de cobertura completa, que
incluem atendimento de ambulatório e internação.
Tipos de planos por setor
Os dados da ANS mostram que a indústria é o maior setor contratante
de planos de saúde coletivos, com 29,6% de representatividade. Na
indústria, também é possível encontrar um número maior de
dependentes que de titulares.
Para cada titular de plano do setor, existem 1,06 dependentes. No
setor de transportes, a relação é de um para 1,04. Contudo, de
maneira geral, o número de titulares do plano é superior ao número
de dependentes.
No setor atividades administrativas encontra-se o maior percentual
de beneficiários vinculados a planos que não exigem pagamento
adicional, de 70%. Por outro lado, em atividades financeiras de
seguros e serviços relacionados, aproximadamente metade dos
beneficiários está com planos que exigem coparticipação.
Os dados da agência ainda mostram que uma parcela pequena dos
beneficiários está vinculada a planos com franquia ou
franquia+coparticipação. Nesses planos, existe uma franquia mínima,
além de um valor, ou percentual sobre um valor, que será paga pelo
beneficiário para custeio do procedimento.
Operadoras
Segundo a ANS, o perfil das operadoras contratadas varia de acordo
com o setor das empresas contratantes. Contudo, as seguradoras são
as menos contratadas pelas empresas: a participação delas não
ultrapassa os 19% em qualquer um dos setores.
Por outro lado, a participação das cooperativas médicas varia entre
30% e 40% do mercado nos setores de atividade econômica, caindo
para 18% em setores de atividades administrativas.
Empresas de autogestão predominam na administração pública e nas
empresas de atividades financeiras, de seguros e serviços. Já
medicinas de grupo têm grande parcela dos beneficiários empregados
de empresas de atividades administrativas.
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