A partir de 2 janeiro de 2014, os usuários de planos de
saúde poderão contar com 37 medicamentos orais para o tratamento de
diferentes tipos de câncer. O anúncio foi feito pelo Ministério da
Saúde nesta segunda-feira (21), que também informou que outros 50
novos procedimentos serão cobertos pelos convênios.
Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, com a inclusão dos
remédios contra o câncer, os pacientes poderão ser tratados em
casa.
— Esses medicamentos funcionam como quimioterapia oral, que poderá
ser ministrada em casa, sem precisar ir ao hospital, isso se deve à
evolução tecnológica. Dá mais qualidade de vida para o
paciente.
Quase 80% das pessoas que pagam plano de saúde relatam problemas
com o serviço
Os medicamentos serão usados no tratamento de 54 tipos de câncer,
entre eles, mama, próstata, leucemia, pulmão, cabeça e pescoço e
estômago.
As operadoras têm até janeiro para definir como irão fornecer o
medicamento. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
os planos de saúde podem fazer a compra e distribuir os
medicamentos, conforme indicação médica, ou os usuários compram o
remédio e, posteriormente, pedem o ressarcimento ao plano de
saúde.
Além da incorporação de novos medicamentos, foram
incluídas 28 cirurgias de videolaparoscopia – procedimentos menos
invasivos que reduzem riscos para o paciente e o tempo de
internação. Outra novidade é a ampliação de seis para 12 do número
de consultas e sessões com profissionais de fonoaudiologia,
nutrição, psicologia e terapia ocupacional. As mudanças também
contemplam a ampliação de 44 procedimentos já ofertados pelos
planos.
Mesmo com os novos procedimentos, Padilha descarta grandes
reajustes no valor dos planos.
— A inclusão de novos procedimentos para 2014 não vai gerar nenhum
impacto [reajuste]. Ao longo de 2014 será avaliado qual o impacto
do uso desses medicamentos nas contas dos planos. Historicamente, a
inclusão de novos medicamentos e cirurgias não justificam aumentos
expressivos nos planos de saúde.
As medidas foram implantadas depois da consulta pública à população
e aos planos de saúde. Entre junho e agosto deste ano, a ANS
recebeu 7.340 contribuições — 50% delas foi de consumidores. A
resolução será publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta
terça-feira (22).
A partir de janeiro, o plano de saúde que descumprir a determinação
será multado e pode ser suspenso. O Ministério da Saúde orienta aos
usuários que entrem em contato com a ANS pelo 0800 701 9656, caso
não sejam atendidos. Segundo a pasta, de cada cinco reclamações
recebidas, quatro foram resolvidas antes da ANS punir os planos de
saúde. Atualmente, 246 planos de 26 operadoras estão proibidos no
País.
As novas medidas vão beneficiar 42,5 milhões de pacientes de 1.090
operadoras médico-hospitalares.