A Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) divulga nesta quarta-feira (13/11) o 7º ciclo de
monitoramento da garantia de atendimento dos planos de saúde,
resultado do descumprimento de prazos e das negativas indevidas de
cobertura assistencial. Na próxima segunda-feira (18/11), 150
planos de 41 operadoras terão a comercialização suspensa. A medida
é preventiva e tem o objetivo de melhorar o acesso dos consumidores
aos serviços contratados. O programa está em aprimoramento, o que
já reflete nos resultados deste novo ciclo, e agora conta com a
implantação de Grupo Técnico permanente. A Portaria do Grupo
Técnico foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira
(11/11).
De 19 de junho a 18 de setembro deste ano, a ANS recebeu 15.158
reclamações sobre 516 operadoras de planos de saúde. Devido aos
problemas assistenciais apontados pelos consumidores e averiguados
pela Agência, caso a caso, estão sendo aplicadas suspensões
preventivas, por um período de três meses, até o anúncio do próximo
ciclo de monitoramento. A atual suspensão beneficia 4,1 milhões de
consumidores, que já contrataram esses planos mais reclamados e
agora deverão ter seus problemas assistenciais saneados.
“Estas medidas preventivas têm servido para produzirmos o efeito
pedagógico e disciplinar necessários junto às operadoras. A ANS
entende que o consumidor merece mais qualidade no atendimento e
hoje encontra na Agência mais respaldo a seus direitos”, ressalta o
diretor-presidente da ANS, André Longo. Ao todo, 36 planos de 7
operadoras que solucionaram totalmente seus problemas assistenciais
estão sendo reativados neste ciclo.
Para avaliar os planos quanto à garantia de atendimento, a ANS
monitora continuamente todas as operadoras, independentemente de
seu porte, e utiliza as reclamações dos consumidores analisadas e
definidas como procedentes. A partir das reclamações, a operadora
tem 5 dias úteis para responder às notificações recebidas da
Agência. Na sequência, o consumidor pode se manifestar em 10 dias
úteis, sobre a solução ou não de seu problema.
“Percebemos que há um esforço do setor, de grande parte das
operadoras de planos de saúde, de solucionar seus problemas. Isso
refletiu em menor número de queixas neste ciclo, em comparação ao
anterior, e na maior resolubilidade da mediação de conflitos entre
consumidores e operadoras de planos de saúde”, analisa o diretor de
Fiscalização da ANS, Bruno Sobral.
Hoje, a cada 5 reclamações recebidas, 4 são solucionadas por
mediação de conflito. O índice de resolubilidade da Agência na
mediação de conflitos, sem a necessidade de abertura de processos,
chegou a 82,6% de janeiro a outubro deste ano. No ciclo anterior de
monitoramento, haviam sido registradas 17.417 reclamações nos
canais de relacionamento da ANS com o consumidor.
Grupo Técnico
O Grupo Técnico do Monitoramento da Garantia de Atendimento conta
com a participação de técnicos da ANS e de representantes das
operadoras de planos de saúde e dos consumidores, do Ministério
Público e da Defensoria Pública. O objetivo é o aprimoramento
constante do programa.
As operadoras de planos de saúde que não cumprem os critérios de
garantia de atendimento definidos pela ANS estão sujeitas a multas
que variam de R$ 80 mil a R$ 100 mil e a uma série de medidas
administrativas. Em casos de reincidência, podem sofrer a suspensão
da comercialização de parte ou da totalidade dos seus planos de
saúde e a decretação do regime especial de direção técnica,
inclusive com a possibilidade de afastamento dos seus
dirigentes.
Atualmente, há 90 operadoras em direção fiscal (quando um agente da
ANS acompanha os atos da administração da operadora porque há
sérios riscos administrativos e econômico-financeiros) e 8
operadoras em direção técnica (um agente da ANS acompanha os atos
da administração da operadora porque há sérios riscos
administrativos e assistenciais). Também há 83 operadoras com
liquidação extrajudicial em andamento.