Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
revela que os rendimentos mensais da parcela da população que tem
planos de saúde individuais varia de R$ 2.937, no Nordeste, a R$
3.413, no Centro-Oeste, passando por R$ 3.032, no Sul, R$ 3.028, no
Norte, e R$ 2.958, no Sudeste, respectivamente. Uma diferença de
apenas 16,2% entre a região com a menor e a maior renda média,
ainda que, no restante do País, existam significativas diferenças
de custo de vida.
Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento de não
beneficiários de planos de saúde varia de R$ 372, no Nordeste, a R$
715, no Sul – uma diferença de 92,2%. Na região Centro-Oeste,
entretanto, não foram considerados os dados do Distrito Federal,
devido às características singulares dessa região de elevada renda
per capita. A título de comparação, no Distrito Federal, um
beneficiário de plano de saúde tem, em média, rendimentos de R$
6.119, e um não beneficiário, de R$ 888. Todos os valores foram
atualizados para dezembro de 2012.
Outros destaques do estudo são:
- Valor da mensalidade de planos individuais diminuiu,
proporcionalmente, o comprometimento de renda dos beneficiários
dessas categorias de contratos. Assim, o comprometimento da renda
dedicado ao pagamento de planos de saúde caiu, em média, um ponto
porcentual (p.p.), saindo de 9,6% para 8,6%.
- O rendimento mensal cresceu proporcionalmente mais para os
beneficiários de 18 a 59 anos do que os custos dos planos. Por
faixa etária, os beneficiários com idade entre 18 e 29 tiveram
crescimento no valor médio reportado da mensalidade, ao longo dos
anos, da ordem de 25,7%, enquanto o rendimento cresceu 39,5%. Com
isso, a parcela do rendimento comprometida com o pagamento de plano
de saúde individual recuou de 12,4% para 11,2%.
- No caso daqueles com idade de 30 a 39 anos, as mensalidades
subiram 23,4%, enquanto o rendimento aumentou 31,7% e a
participação do rendimento comprometido caiu de 8,2% para 7,7%. Já
para quem possui de 40 a 49 anos, os planos subiram 29,7%, ao passo
que o rendimento aumentou 43,7% e o comprometimento desse
rendimento cedeu de 8,1% para 7,3%. Por fim, para aqueles com idade
de 50 a 59, enquanto o valor reportado das mensalidades cresceu
27,1%, o rendimento aumentou 38,5% e a participação do rendimento
destinado ao plano recuou de 8,3% para 7,7%.
- Beneficiários com 60 anos ou mais viram seu rendimento mensal
crescer 34,5% enquanto o crescimento do valor da mensalidade do
plano de saúde foi de 35,5%, o que fez aumentar em 0,1 p.p. o total
da renda comprometida com a mensalidade, que agora é de 11,2%.
- O total de planos coletivos teve um impulso bastante superior ao
de planos individuais, crescendo 70,2% no período, enquanto o
número de planos individuais avançou 14,9%, atingindo 9 milhões de
beneficiários.
- No período analisado, o rendimento dos não beneficiários
aumentou, em média, 68,5%, enquanto o rendimento dos beneficiários
avançou 40,7%, reduzindo a diferença salarial entre os dois grupos.
Em 2003, um beneficiário de plano de saúde recebia, em média, 4,8
vezes mais do que um não beneficiário. Até 2008, esse número caiu
para 4,1.