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Seguradoras adotam o uso de tecnologia ‘vestível’ para criar descontos

Fonte: Revista Cobertura Data: 08 outubro 2018 Nenhum comentário
A chegada da tecnologia vestível (ou wearables) trouxe vantagens incontestáveis para a saúde dos usuários. São muitos os relatos de emergências médicas evitados por informações em tempo real, fornecidas pelos dispositivos. Além disso, informações coletadas também servem para consultas médicas, proporcionando um tratamento mais personalizado e com maior detalhamento de sintomas e rotinas. Mas o que acontece quando seguradoras também começam a utilizar esses dados para avaliar o usuário?

“É uma situação de vantagens mútua”, segundo as seguradoras. É evidente que seu objetivo é que os clientes vivam o máximo possível, tarefa mais árdua quando se trata de alguém com maus hábitos, rotina estressante e má alimentação. Com os wearables, parte desses problemas pode ser desencorajado. O incentivo vem através de descontos para aqueles que mantém a saúde em dia.

Os descontos podem ser conquistados por visitas ao médico, aulas online sobre nutrição ou alcançar metas de exercícios físicos (medindo usando wearables, como Fitbit). Hábitos que aprimoram a vida do usuário.

Para a seguradora, além de diminuir a demanda de suas coberturas, também serve de convite para novos clientes com bons hábitos. A presença de descontos pode tornar o seguro mais acessível para essas pessoas, que poderiam adotar o serviço por “segurança extra”.

Tudo vem com um preço
O custo disso, evidentemente, é a privacidade do usuário e os sujeitam também a possíveis erros dos dispositivos — como erros envolvendo batimentos cardíacos. Burlar o sistema dos dispositivos vestíveis também não é difícil. A seguradora americana John Hancock — que adotou o novo sistema — coloca um tempo de contrato de, em média, 20 anos. Contando que o usuário não perpetue sua trapaça.

Brooks Tingle, presidente e CEO da John Hancock Financial, alega que os dados só serão compartilhados com a devida autorização do usuário. O que levanta outro problema: apesar de agora ser algo voluntário. Futuramente o cenário pode mudar, e o usuário que não aceitar ter seus dados compartilhados seja sujeitado a anuidades mais caras.

Além disso, também é discutida a mudança da relação do usuário com sua própria rotina. Sendo “hábitos saudáveis” um termo amplo demais para ser definido pela seguradora. Os parâmetros da seguradora podem influenciar negativamente na vida de quem já mantém bons hábitos, mas por métodos alternativos.

Uma tendência?
Não é uma iniciativa inédita. A Allstate Auto Insurance, outra seguradora americana, começou a fechar acordos com usuários para instalação de câmeras em seus veículos. A fim de avaliar a prudência do condutor no trânsito, também em troca de descontos.

Resta aguardar a popularização do serviço. Também avaliar se as vantagens são, realmente, mais interessantes que a privacidade.

 

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