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Receita dos hospitais privados vai cair bastante com coronavírus, diz presidente do Sírio-Libanês

Fonte: Jornal Acoplan Data: 06 abril 2020 Nenhum comentário

Valor Online relata que os hospitais privados estão negociando com as operadoras de planos de saúde um pagamento médio mensal com base no histórico de pagamentos. A receita dos hospitais está menor porque está havendo um adiamento ou cancelamento de cirurgias eletivas para que os leitos sejam ocupados por pacientes acometidos pelo novo coronavírus, cujo custo de internação é menor.

“A receita dos hospitais privados vai cair bastante. Estamos pleiteando com as operadoras para que as reservas técnicas sejam usadas para pagar os hospitais. A ideia é garantir uma receita média, seria por um período de três a seis meses. Isso poderia ser amortizado depois”, disse o médico Paulo Chapchap, presidente do Hospital Sírio-Libanês e diretor da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp). Chapchap participou há pouco de webinar promovido pelo Itaú BBA.

O presidente do Sírio-Libanês destacou ainda que os hospitais estão tendo custos elevados com insumos, materiais e medicamentos que aumentaram de forma expressiva, além do aumento de despesas com pessoal, uma vez que uma quantidade de pessoas será afastada por contaminação, o que demandará substituição e pagamento de horas extras.

Ainda segundo Chapchap, com a menor receita dos hospitais, a taxa de sinistralidade das operadoras vai cair. Ele disse ainda que as operadoras podem, por sua vez, sofrer com inadimplência ou com redução de carteira num cenário de crise econômica. No Sírio-libanês, cerca de 4% dos funcionários testaram positivo e entraram em quarentena.

O Sírio-Libanês triplicou o número de leitos de UTI para atender pacientes com covid-19. “Quando se aumenta o número de UTIs também precisamos aumentar o volume de leitos normais para atender os pacientes que tiveram alta da UTI quanto aqueles que estão sendo internados em casos menos graves”, disse o médico, explicando que um paciente covid-19 fica internado entre 10 e 14 dias.

Questionado sobre o isolamento social, Chapchap disse que ainda serão necessários um ou dois meses para se pensar em abandonar a quarentena. “É preciso ter uma significativa redução de internações e mortalidade para afrouxar a quarentena. A covid-19 tem uma fase de silêncio longa, ou seja, desde o contato até ela se desenvolver, leva-se quatro semanas”, explicou o médico.

Ele disse ainda que os testes rápidos para diagnóstico da covid-19 tem uma alta incidência de falso negativo. “Para análise em massa e para saber quantos por cento da população está imunizada esse teste é bom. Porque ele detecta o anticorpo do vírus, ou seja, mostra se a pessoa já pegou a doença e pode estar imunizada”, disse.

 

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