Uma sensação dolorosa, de maior ou menor intensidade, em
qualquer parte do corpo. Trata-se da definição do dicionário para a
palavra dor . E quando o assunto é essa sensação de diferentes
intensidades, origens e significados, os médicos são unânimes em
alertar: muitas dores subestimadas ou encaradas como corriqueiras
podem ser avisos do corpo de que algo não anda bem. Atentar para
esses sinais o quanto antes é uma das principais medidas
preventivas indicadas pelos médicos.
Outras dores que costumam ser quase ignoradas são as sentidas
após a prática da atividade física – a tendência é acreditarmos que
exercício, para funcionar, "tem de doer". Efetivamente, a dor
durante ou após uma atividade física pode até ser considerada
normal, desde que se apresente de forma leve e sem prejuízo ao
sistema musculoesquelético e cardiovascular, como aponta o
ortopedista Moisés Cohen, presidente da Sociedade Mundial de
Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo e diretor do
Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte,
em São Paulo.
"A dor muscular, por exemplo, é muito comum após longo período
de inatividade e geralmente desaparece após um ou dois dias, até
sumir por completo com a melhora do condicionamento físico. No
entanto, realizar qualquer atividade física com dor, em qualquer
região do corpo, pode ser um alerta e precisa ser investigada",
orienta o especialista.
Veja a seguir as sete principais dores que sempre devem ser
investigadas e o que os médicos dizem a respeito delas.
1. Dor de cabeça
Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na
visão ou nos hormônios – esta última, mais comum entre as mulheres.
Acima dos 50 anos, pode estar relacionada à hipertensão.
2. Dor de garganta
Pode ter origem em processos infecciosos por bactérias ou vírus.
Caso se torne persistente e seja associada a sintomas como
rouquidão, falta de ar, sangramento ou dificuldade para engolir,
pode estar relacionada a certos tumores nas vias aéreas ou
digestivas.
3. Dor no peito
Pode representar uma simples dor muscular na parede torácica ou,
principalmente quando intensa e aguda, indicar algum problema
cardiológico, como uma angina ou até mesmo o início de um infarto .
A falta de ar (dispneia) durante a prática esportiva pode ser
normal por falta de condicionamento, mas também pode indicar um
processo alérgico ao exercício ou alguma alteração
cardiorrespiratória.
4. Dor abdominal
Uma dor forte na parte baixa do abdome, acompanhada de
dificuldade de evacuar e eliminar gases, pode ser sinal de
diverticulite aguda. Já a dor na boca do estômago com sensibilidade
do lado direito traz a possibilidade de cólica ou infecção na
vesícula biliar (parte alta do abdome) ou ainda apendicite aguda
(na parte baixa do abdome). Cólicas intestinais com presença de
muco ou sangue nas fezes podem ser suspeita de colite ou de tumores
intestinais.
5. Dor nas costas
A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar.
Principalmente quando acompanhada de irradiação, formigamento e
diminuição de força motora nos membros inferiores, a dor nesta
região mais baixa das costas pode estar presente nos casos de
hérnia de disco. Além de minar a qualidade de vida, a dor nas
costas também pode encobrir o câncer no pâncreas.
6. Dor nas pernas
É uma das dores mais comuns e suas causas podem ser as mais
variadas, desde problemas vasculares e artroses até doenças como
hipotireoidismo e diabetes. Especificamente, as dores nos joelhos,
por tratar-se de uma articulação extremamente vulnerável aos
traumas, podem significar desde lesões simples, como as tendinites,
até lesões mais graves, como de menisco e de cartilagem.
7. Dor no corpo todo
Se a sensação é de que o corpo todo vive “moído”, e essa dor
geral está associada a um quadro de desânimo e falta de energia,
pode ser um sintoma de depressão ou de fibromialgia.
Saiba mais sobre a depressão na Enciclopédia da Saúde
Sentir dores, especialmente as que se prolongam por longos
períodos de tempo nunca é normal. Em todos os casos, é
imprescindível procurar um médico e investigar a origem da dor,
para então buscar o tratamento mais adequado para o problema,
finalizam os especialistas.