O
Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
anunciaram nesta quarta-feira (03), em Brasília, medidas para a
integração dos sistemas público e privado de saúde durante a Copa
do Mundo, incluindo ações para a liberação mais ágil de leitos do
SUS. Na ocasião, será assinado o Termo de Compromisso entre 32
operadoras de planos de saúde e a ANS para agilizar a assistência
aos beneficiários de planos no período do evento. Resolução
Normativa que torna obrigatórias regras de remoção de pacientes
também será lançada.
A
iniciativa em relação à Copa faz parte das Diretrizes Nacionais
para Planejamento, Execução e Avaliação das Ações de Vigilância e
Assistência à Saúde em Eventos de Massa. Entre os compromissos
firmados pelas operadoras, estão a garantia de atendimento na rede
hospitalar para aqueles beneficiários que estão temporariamente
sendo atendidos na rede pública.
Para
isso, foi definido inclusive o fluxo de comunicação entre os
sistemas público e privado, em caso de incidentes durante a Copa do
Mundo. Cada operadora terá que disponibilizar no período de 12 de
junho a 13 de julho um telefone exclusivo para atendimento à
Central de Regulação Pública para facilitar o encaminhamento dos
pacientes aos hospitais das suas respectivas redes
credenciadas.
"Embora nossa expectativa seja a de não haver
grandes impactos no sistema de saúde, precisamos prever os riscos e
estar preparados para o aumento da demanda por assistência. Para
isso, é fundamental a colaboração de todo o setor privado", afirmou
o diretor-presidente da ANS, André Longo.
Para
viabilizar a efetiva integração das redes pública e privada durante
o evento, as operadoras terão que informar à ANS até o
dia 26 de maio de 2014 a grade de referência de
hospitais de urgência e emergência com o perfil das suas
respectivas unidades assistenciais para que a ANS encaminhe essas
informações para a Central de Regulação Pública.
"A
assinatura do Termo de Compromisso formaliza um conjunto de
iniciativas, como articulações em prol da assistência à saúde no
país, que é um grande legado que a Copa do Mundo nos deixará",
enfatizou Fausto Pereira dos Santos, secretário executivo do
Ministério da Saúde.
REMOÇÃO OBRIGATÓRIA – A ANS
também publica nesta sexta-feira (04) a Resolução Normativa nº
347/2014, que estabelece a obrigatoriedade de cobertura para a
remoção de beneficiários de planos de saúde com segmentação
hospitalar que já tenham cumprido o período de carência. A medida
entra em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União e
beneficia mais de 40 milhões de consumidores de planos de
assistência médica com cobertura hospitalar no país.
A
nova medida deixa claras as regras para a remoção dos pacientes
dentro da própria rede credenciada pelo seu plano de saúde e,
ainda, dos consumidores de planos de saúde que estão na rede
pública e desejam ser atendidos na rede credenciada pelo seu plano
de saúde. A legislação da saúde suplementar determinava que a
remoção deveria ser feita, quando comprovadamente necessária, sem
especificar as regras.
Para
que seja realizada a remoção do paciente com plano de saúde para a
rede de sua operadora, deve haver autorização do médico assistente.
Além disso, é necessária a autorização do responsável pelo paciente
ou dele próprio.